POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA: um estudo sobre sua efetividade na comunidade quilombola de onze negras em Pernambuco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24065/re.v16i1.2921

Palavras-chave:

Política Pública. Educación sanitaria. Comunidad quilombola.

Resumo

Esta pesquisa voltou o olhar para as Políticas Públicas de educação em saúde em comunidade quilombola no estado de Pernambuco. Em relação à metodologia, desenvolveu-se um estudo de cunho qualitativo na comunidade quilombola de Onze Negras, no Cabo de Santo Agostinho, onde realizamos uma pesquisa de campo. Utilizando a entrevista como um instrumento de coleta de dados, entrevistamos a liderança da referida comunidade, um profissional da saúde e um profissional da educação. Assim, os resultados evidenciaram práticas tradicionais (chás, ervas, mandingas, crenças religiosas) de educação em saúde, bem como possibilitaram o entendimento de como funcionam as Políticas Públicas de educação em saúde que atendem a comunidade supracitada.

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Biografia do Autor

Nildson Elias de Santana, Secretaria de Educação do Estado das Alagoas

Graduação em Educação Física pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2017), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco. Áreas de Atual: Atua como pesquisador em Políticas Públicas de Educação em saúde da população negra, Políticas Públicas, Educação em saúde. É professor efetivo dos Estados de Pernambuco e de Alagoas, atuando como professor de Educação Física. Dissertação de mestrado: Políticas Públicas de Educação em Saúde da população Negra: Um estudo sobre sua efetividade na Comunidade quilombola de Onze Negras.

Ernani Nunes Ribeiro, Universidade Federal De Pernambuco

Graduado em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO) e mestre (2011) e doutor (2020) em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), exerce, desde 2014, a função de Professor Adjunto e pesquisador no Centro Acadêmico de Vitória (CAV/UFPE). Atua nos eixos de fundamentos da educação, educação inclusiva, metodologias de pesquisa e políticas educacionais no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, integra o colegiado dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFPE) e ProfHistória (CFCH) e integrou o corpo docente permanente do ProfBio/CAV. Orienta dissertações de mestrado e teses de doutorado em temas ligados à inclusão e às inovações pedagógicas. A trajetória profissional iniciou-se como intérprete de Libras e docente de educação especial, com passagens por UPE, UNIVASF, FMR, FASC e UFRPE, envolvendo atividades de extensão, gestão de núcleos de acessibilidade e formação docente. A atuação em audiodescrição, considerada pioneira no país, abrange pesquisa aplicada, elaboração de referenciais metodológicos e formação de audiodescritores em diferentes regiões. Coordena o Grupo de Pesquisa AFFECTIO (CNPq/UFPE), cujas linhas englobam: (i) concepções epistemológicas das teorias e práticas educativas e a relação professorestudanteespaço; (ii) processos de inclusão mediados por inteligência artificial; (iii) experiências de sujeitos historicamente invisibilizados; e (iv) dimensões da sexualidade e do gênero associadas à pluralidade humana. É autor de livros, palestrante e consultor em inclusão educacional, acessibilidade comunicacional e empregabilidade, tendo colaborado com órgãos como FACEPE, CAPES, SEDUC-PE e conselhos municipais. Idealizou e coordena o curso de extensão Tecendo o Futuro da Educação com Inteligência Artificial e Audiodescrição, financiado pelo Ministério da Educação (MEC), voltado à capacitação de docentes da rede pública na integração de tecnologias emergentes e estratégias inclusivas. Entre os reconhecimentos recebidos destacam-se a Homenagem da UFPE pelas contribuições ao NACE (2024), a Homenagem pelo Dia dos Professores da Câmara de Vereadores do Recife (2023) e o Voto de Aplausos da Câmara Municipal do Recife (2021).

Vilde Gomes de Menezes, Universidade do Porto (U-Porto)

COMPROMISSO COM O ESPORTE COMO DIREITO FUNDAMENTAL-Ao longo da minha trajetória, tenho me dedicado a promover o esporte como um direito fundamental, com foco especial nas comunidades mais vulneráveis. Ainda como estudante de Educação Física na Universidade de Pernambuco, coordenei o Projeto Santo Amaro de Esporte e Lazer (1992-1996), beneficiando comunidades como Ilha Santa Terezinha, João de Barros, Ilha de Joaneiro, Chie, Vila de Santo Amaro e outras favelas do Recife. Minha formação inclui graduação em Educação Física pela Universidade de Pernambuco (1991-1996), especialização em Educação Física Escolar (1997-1998), mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (2002) e doutorado em Ciência do Desporto pela Universidade do Porto (2009). Essa trajetória interdisciplinar me proporcionou uma base sólida em Políticas Públicas de Esporte, combinando sensibilidade social e visão estratégica para a gestão esportiva em contextos comunitários.LIDERANÇA E IMPACTO EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE-Como sócio fundador e presidente da Associação Brasileira de Gestão do Esporte (ABRAGESP, 2011-2013), contribuo para o fortalecimento da gestão esportiva no Brasil. Desde 2010, atuo como professor da Universidade Federal de Pernambuco, onde sou professor associado e coordeno o Laboratório em Gestão de Políticas de Saúde, Esporte e Lazer, focado em ampliar o acesso ao esporte como ferramenta de inclusão social e promoção da qualidade de vida. Minha experiência prática reforça esse compromisso. Como gestor do Serviço Social do Comércio (SESC) entre 1998 e 2001, implementei ações esportivas voltadas para comunidades periféricas, como Santo Amaro. Na Prefeitura de Camaragibe-PE (1998-2004), lideramos a recuperação de quadras, campos e praças e criamos programas inclusivos para crianças, adolescentes, mulheres e pessoas com deficiência. Essas iniciativas renderam à cidade o Prêmio Prefeito Amigo da Criança, da Fundação Abrinq em parceria com o UNICEF, por três vezes.Entre 2016 e 2023, coordenei o Centro de Desenvolvimento de Pesquisa em Políticas de Esporte e Lazer da Rede CEDES, com financiamento do Governo Federal. Nessa função, concentrei esforços em políticas subnacionais que integrassem esporte, educação e saúde, com benefícios sustentáveis para comunidades vulneráveis.GESTÃO ESPORTIVA NA UFPE -Desde 2000, atuo como Secretário de Esporte e Lazer da Universidade Federal de Pernambuco. Entre os projetos que lidero, destacam-se:Iniciação esportiva para crianças e adolescentes com deficiência;Escolas de Esporte para comunidades do entorno;Projeto Bolsa Atleta, direcionado a estudantes em vulnerabilidade social;Apoio a federações e confederações esportivas;Programas de esporte de alto rendimento para atletas com deficiência;Parcerias com o governo estadual no desenvolvimento de atletismo e jogos escolares;Apoio a prefeituras no desenvolvimento de programas de Esporte, Integração, Acessibilidade e Cidadania.PESQUISA COMO TRANSFORMAÇÃO SOCIAL -Minhas pesquisas abordam o esporte como fator de inclusão e transformação social, com ênfase em gestão esportiva, políticas públicas e educação em saúde, promovendo o fortalecimento do capital social. Busco soluções universais e democráticas, especialmente para comunidades afrodescendentes e quilombolas, conectando demandas reais das populações às contribuições acadêmicas.COMPROMISSO COM O FUTURO DO ESPORTE COMUNITÁRIO -Minha trajetória reflete um compromisso contínuo com o esporte como instrumento de cidadania e qualidade de vida. Acredito no esporte como uma ponte para a educação, saúde e inclusão social. Por meio da pesquisa, da gestão pública e da formação de profissionais, sigo empenhado em tornar o esporte acessível, sustentável e transformador para as comunidades mais vulneráveis.

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Publicado

2026-04-14

Como Citar

SANTANA, Nildson Elias de; RIBEIRO, Ernani Nunes; MENEZES, Vilde Gomes de. POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA: um estudo sobre sua efetividade na comunidade quilombola de onze negras em Pernambuco. Revista Exitus, [S. l.], v. 16, n. 1, p. e026014, 2026. DOI: 10.24065/re.v16i1.2921. Disponível em: https://portaldeperiodicos.ufopa.edu.br/index.php/revistaexitus/article/view/2921. Acesso em: 28 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos