MULTILINGUISMO, MIGRAÇÃO E FRONTEIRAS: Intersecções com a Educação Especial Inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.24065/rsi.v4i1.3179Palavras-chave:
Multilinguismo, Educação Especial Inclusiva, Migração, FronteirasResumo
Objetiva-se neste ensaio discutir a forma como a Educação Especial Inclusiva lida com o multilinguismo em escolas amazônicas em contexto de migração e fronteira, tomando para isso o caso de Roraima. Nesse ponto, busca-se verificar possíveis iniciativas em que o multilinguismo é levado em conta na educação de indígenas e/ou migrantes com deficiência. Por ter um caráter de ensaio, este texto se pauta em reflexões de uma bibliografia específica e levantamento de projetos de ensino ou extensão que focalizem a questão do multilinguismo como constitutivo da Educação Especial Inclusiva de populações indígenas, de migrantes ou de fronteira. São embasadas as urgências de se repensar o papel da escola como espaço de diálogo entre as línguas e identidades que habitam as fronteiras. A metodologia combina análise de bibliografia específica com observações contextuais, de maneira a construir uma reflexão que aproxime teoria e prática. Os resultados encontrados apontam para a potencialidade das escolas em contexto amazônico em transformar a educação, contribuindo para uma maior valorização da interculturalidade e, consequentemente, do multilinguismo. Algumas das conclusões apontam para o caráter ainda monolíngue da Educação Especial e como o monolinguismo imbricado em políticas públicas de educação especial reforça desigualdades sociais e impedem uma real inclusão, principalmente de populações indígenas e migrantes presentes nas fronteiras.
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